
Três propriedades que importam
- Determinístico: o mesmo arquivo sempre gera o mesmo hash.
- Sensível: um byte diferente muda o resultado inteiro.
- De mão única: do hash não se recupera o arquivo, e não se consegue produzir um arquivo diferente com o mesmo hash (não existe caso conhecido de colisão no SHA-256).
Um teste que qualquer pessoa pode repetir no terminal: o texto Contrato e o texto Contrato, (com uma vírgula a mais) têm hashes sem nenhuma semelhança. Os comandos e os valores completos, calculados em outubro de 2026:
$ printf 'Contrato' | shasum -a 256
1951861239edcda7e3107f18494672ef5e8ea9da901aa599b5620edb93dc4cde
$ printf 'Contrato,' | shasum -a 256
4b521b20be26d1d0d53c94351c1942b27a2f86ac25a95a5f90c11cb8e5cb1692
Onde cada hash fica registrado
Numa assinatura eletrônica por plataforma há mais de um hash, e vale saber onde cada um está. A tabela descreve o WS Sign; outras plataformas registram de forma parecida, com nomes próprios.
| Hash | Do quê | Onde fica |
|---|---|---|
| Do original | O PDF enviado para assinatura, antes de qualquer assinatura | Impresso no rodapé de todas as páginas e no Termo de Evidências; registrado na plataforma |
| Da cadeia de eventos | O histórico: cada evento carrega o hash do anterior | O valor final é impresso no Termo e enviado no e-mail de conclusão |
| Do documento final | O PDF concluído, com assinaturas e Termo | Registrado na plataforma e no e-mail de conclusão; conferido na verificação pública ao enviar o arquivo |
O hash do final não está no PDF final por uma razão simples: um arquivo não pode conter o próprio hash, porque escrever o valor dentro dele mudaria os bytes e, portanto, o hash. Por isso ele fica fora: na plataforma e no e-mail.
Como calcular e comparar
Windows (PowerShell): Get-FileHash arquivo.pdf -Algorithm SHA256. macOS e Linux (Terminal): shasum -a 256 arquivo.pdf. Compare o valor inteiro: cole os dois num editor e use a busca, ou deixe a verificação pública comparar automaticamente (ela calcula o hash do arquivo no navegador e consulta o registro). Comparar só o começo e o fim não serve para integridade.
Hash e selo digital
O hash, sozinho, é um número: para provar algo, precisa de um registro confiável do valor. O selo digital (assinatura com certificado, padrão PAdES) assina o hash do arquivo com a chave privada do certificado e embute isso no PDF; o leitor recalcula, confere e avisa se o arquivo mudou. O hash registrado na plataforma e o selo no arquivo se complementam: um depende da plataforma, o outro não.
O que o hash não prova
- Quem assinou: isso é o Termo de Evidências.
- Que o conteúdo é verdadeiro ou justo: o hash não lê o documento.
- Sigilo: hash não é criptografia; ele identifica, não esconde.
Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um advogado para o seu caso.