
As três formas lado a lado
| Forma | O que aparece no PDF | Quando faz sentido |
|---|---|---|
| Desenhada | O traço feito com o dedo, caneta ou mouse | Quando a outra parte ou o destinatário espera ver uma assinatura "visual" (locação, procurações, bancos) |
| Digitada | O nome em fonte cursiva ou simples | Mais rápida e legível; mesma prova |
| Aceite por clique | Uma marcação "li e concordo", com nome e data | Termos de uso, políticas, aceite de proposta, autorizações simples |
Nas três, o Termo de Evidências registra o mesmo conjunto: quem, como confirmou a identidade, quando, de onde.
Por que o traço não é a prova
Um traço feito com o dedo numa tela é uma imagem, e imagens se copiam. Um perito grafotécnico tampouco compara com segurança um traço de tela com a assinatura em caneta. Isso não quer dizer que evidências fora da plataforma não valham: e-mails, mensagens, pagamentos e a execução do contrato também são provas, e o juiz avalia o conjunto. Quer dizer que, dentro da plataforma, o que pesa é o registro, não o desenho.
O que costuma ser examinado numa disputa
Sem hierarquia fixa, porque cada caso tem o seu contexto, estes são os pontos que advogados e juízes olham:
- A confirmação de identidade: a pessoa provou controlar o e-mail cadastrado e confirmou o CPF.
- O hash do arquivo: o conteúdo assinado é exatamente este.
- A linha do tempo: abriu, confirmou, assinou, em datas e horas coerentes.
- IP e aparelho: compatíveis com a rotina da pessoa.
- O comportamento das partes antes e depois: negociação, pagamento, recebimento, execução.
- A forma visual da assinatura, como elemento de leitura, não de prova.
Rubrica em cada página
No papel, a rubrica evitava a troca de páginas. No eletrônico, o hash do arquivo inteiro faz esse papel. A rubrica continua disponível por costume e porque alguns destinatários pedem; não muda a prova.
Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um advogado para o seu caso.